Mau funcionamento do instestino e o impacto na vida social

Um dos problemas intestinais mais comuns e que afeta grande parte da população é a constipação, mais conhecida como prisão de ventre/intestino preso. O intestino, além de ser um órgão importante para a absorção de nutrientes obtidos por meio da alimentação, também influencia no humor e na concentração para atividades do cotidiano. Dessa forma, se ele não vai bem, isso pode se refletir em sua vida social trazendo diversas limitações. Quem já deixou de fazer aquela viagem que tanto queria ou um passeio com amigos por conta do incômodo e do mal-estar de não conseguir ir ao banheiro sabe exatamente do que estamos falando.1

Um estudo publicado no ano de 2007 na revista internacional “Alimentary Pharmacology & Therapeutics”, apontou que as pessoas que sofrem de prisão de ventre apresentam qualidade de vida inferior em relação àquelas que não possuem esse problema. Além disso, o mau funcionamento do intestino também pode afetar o bem-estar, reduzir a autoestima e até mesmo causar algum desconforto durante a prática de atividade física.1

Essa relação existe porque o intestino também é responsável pela produção de hormônios. Você sabia que no intestino acontecem 90% da produção de serotonina? Trata-se da substância apontada como a grande responsável pelas sensações de bem-estar e felicidade! Quando o funcionamento intestinal não vai bem, a produção do chamado “hormônio da felicidade” diminui por tabela, podendo trazer irritação, desânimo e até falta de vontade para enfrentar os desafios da rotina. Estes são alguns sinais do mau humor que podem prejudicar seu desempenho no trabalho e até mesmo atrapalhar sua vida social.2

Um hábito muito comum e prejudicial à regularidade do intestino é ignorar a vontade de ir ao banheiro, especialmente quando fora de casa. Adiar as necessidades do corpo prejudica o funcionamento do intestino, podendo fazer mal à saúde. Respeitar os sinais do organismo pode melhorar não apenas a saúde intestinal, mas também a qualidade de vida.3

Por outro lado, essa falta de regularidade também pode estar associada à alimentação. O consumo de alimentos integrais e de hortaliças (fontes de fibras), associado à ingestão diária de 6 a 8 copos de água, pode melhorar esse quadro e trazer benefícios à vida.3


Referências

1. Wald A et al. The burden of constipation on quality of life: results of a multinational survey. Alimentary pharmacology & therapeutics. 2007; 26(2): 227-236.

2. Rodrigues F. Programa de neuroeducação para a felicidade: Uma revisão teórica da neurobiologia da felicidade. Neurociência & Educação Especial, 2015, Vol. 1, nº1, 92 – 104.

3. Garcia LB, Bertolini SMMG, Souza MV, Santos MSF, Pereira COM. Constipação intestinal: aspectos epidemiológicos e clínicos. Revista Saúde e Pesquisa, 2016; 9(1):153-162.


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Por: Fabiana Barreto - CRN 9294

As opiniões emitidas neste material são de responsabilidade da autora. A Hypera Pharma S.A. não se responsabiliza pelo conteúdo técnico-científico deste informativo.

STUMP, Sylvia Escott. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 9 ed. São Paulo: Roca, 1998.

MURA, Joana D´Arc Pereira; SILVA, Sandra Maria Chemin Seabra: Alimentação, Nutrição e Dietoterapia. 1 ed. São Paulo: Roca, 2007.

STURMER, Joselaine: Comida: um santo remédio. 1 ed. São Paulo: Vozes, 2003.

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MCARDLE, William; KATCH, Frank; KATCH, Victor: Fisiologia do exercício - Nutrição, Energia e Desempenho. 5 ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2003